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Lifelong learning – um estilo de vida

“O lifelong learning é a busca de conhecimento contínua, voluntária e automotivada por motivos pessoais ou profissionais.”. Assim resume a Wikipedia, de maneira simples e clara.

Vivemos na era da abundância de Informação, da evolução acelerada da Tecnologia e das conexões. Na era da incerteza, das mudanças constantes e da vulnerabilidade. E, acima de tudo, vivemos em uma era onde o autoconhecimento passa a ter maior relevância na busca da adaptação a esse novo mundo e na busca de um propósito.

Somado a isso está o fato de que vamos viver mais, muito mais do que nossos avós. Quem diria que em 1940 o brasileiro vivia em média 45,5 anos e que hoje vive 76? Vamos ter mais saúde, mais vivacidade e mais vontade de seguir produzindo, aprendendo e indo em busca da nossa felicidade.

E o que isso tem a ver com o lifelong learning? Tudo, na minha opinião.

O lifelong learning vai além do “preciso continuar estudando e me atualizando para crescer profissionalmente”. Ele é muito mais amplo do que isso, pois trabalha dentro dos 4 pilares da educação:

1. Aprender a aprender – conhecer e dominar as ferramentas de aprendizado; se preparar e estar disponível para aprender, onde estiver e com quem estiver

2. Aprender a fazer – aprender as habilidades necessárias para exercer uma função hoje, aprimorá-la de tempos em tempos e aprender a fazer coisas novas no futuro (upskilling e reskilling)

3. Aprender a conviver – se relacionar de forma harmônica respeitando as diferenças e promovendo a igualdade. Gerenciar melhor conflitos, promover a escuta ativa e a empatia, contribuindo para uma sociedade sustentável

4. Aprender a ser – investir tempo no seu desenvolvimento pessoal, na sua inteligência, mente, corpo, sensibilidade, autocuidado e felicidade

Não existem barreiras do “o que” aprender no lifelong learning. Pode ser dança, fotografia, pesca, mindfulness, alimentação saudável ou alguma competência técnica que ajudará na sua carreira atual ou futura. Conforme vamos aprendendo a aprender e aprendendo a ver o valor agregado que ele nos traz, o lifelong learning passa a ser um estilo de vida. Estilo esse que contribui tanto para o nosso desenvolvimento quanto pata a sociedade, e ainda nos traz muita satisfação pessoal.

Segundo estudos americanos, os benefícios do lifelong learning vão além dos citados acima. Ele nos ajuda a aprimorar a autoconfiança, a melhorar a memória, a enriquecer nossas habilidades e comportamentos no trabalho, aumentar a criatividade e até a habilidade de resolver de problemas.

É um processo que depende única e exclusivamente de como decidimos investir nosso tempo, mas que é, por sua vez, bastante desafiador. Ele exige coordenar o que uma pessoa gostaria de aprender, com a quantidade de informação disponível sobre esses assuntos, a verba que se tem para investir e a gestão escassa de tempo. Por isso, muitas pessoas acabam se sentindo confusas, o que as leva a começar vários cursos e processos de aprendizado, mas não conclui-los e, em outros casos, até a postergar a decisão, por não saberem por onde começar.


Então o que fazer para se tornar um lifelong learner?

Elenque muitos, mas escolha um (e apenas um) assunto de muito interesse. Faça uma curadoria de instituições de ensino, veja qual curso se encaixa melhor no seu tempo disponível e se inscreva. Durante esse curso, vão surgir novos temas de interesse e você vai poder definir se quer se aprofundar no tema ou partir para algo correlato. Preste atenção em como esse aprendizado ajuda você no trabalho, na vida pessoal e o quanto ele te traz de satisfação. Vá de pouquinho. Pense grande e comece pequeno.

Criar o gosto por aprender a aprender é definitivamente o primeiro e um grande passo.


Texto escrito por Vanessa de Paulo Lemos, desenvolvedora de soft skills para profissionais e lifelong learner.

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