Em tempos de isolamento social, home-office, pressão, sobrecarga e altos índices de síndrome de Burnout, reflexões sobre: ser feliz no trabalho e o sentido deste, ficaram para todos ainda mais latentes nas noites mal dormidas neste período de pandemia.

Até pouco tempo atrás, 30 ou 40 anos, trabalhar era sinônimo de ganha-pão. Já caminhávamos para uma transformação, mas esta foi acelerada, e, agora, o trabalho precisa trazer autorrealização e equilíbrio.

Mas, como os líderes responsáveis pela entrega de resultados, de metas cada vez mais altas, de empresas cada vez mais complexas, e enfrentamento de crises, até então inimagináveis, podem trazer equilíbrio para si e sua equipe?

A maneira como você age se relaciona e interage com os outros, impactará tanto ou mais nos resultados quanto suas habilidades técnicas. É a combinação de Soft Skills com Hard Skills.

Mas Hard Skills aprendemos nas universidades e cursos corporativos, e Soft Skills?

Existe maneira de se desenvolver Soft Skills?

Sim, existe, mas talvez exigirá de você uma desconstrução. Está disposto? Então seguem algumas dicas:


· Seja genuíno, não dá para fingir que você se importa, que você respeita;

· Exercite a escuta, promova cooperação. Estruturas horizontais e colaborativas funcionam muito melhor do que as verticais e competitivas, e você não precisará ter a resposta para tudo;

· Esqueça tudo o que você sabia sobre controlar e dirigir, você precisa inspirar e entusiasmar. Melhor que funcionários disciplinados que cumprem ordens, são os responsáveis e engajados que se envolvem com a decisão e o resultado;

· Peça e dê feedbacks. Esta ferramenta, se bem utilizada, é poderosa para o crescimento e desenvolvimento. Assumir as suas vulnerabilidades e entender as do outro, constrói confiança e empatia;

· Respire, relaxe, respeite seus horários de alimentação e sono, isto te ajudará a manter o ritmo e foco tão necessários sob pressão;

· Acredite em você. Sua criatividade pode ser exatamente a solução que ninguém está enxergando;

. E a que eu acredito ser a mais importante de todas:

Seja ético! Não busque o lucro no mundo! Associe o lucro à construção de um mundo melhor.

Isto com certeza te trará muito mais satisfação do que qualquer bônus rechonchudo e assegurará a sustentabilidade do negócio e do ecossistema!

Por Lucimar Reis

Executiva de Gestão e Negócios, foi country director da United Airlines e Supply Managment Director na CVC Corp


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Atualizado: Set 25

O Brasil infelizmente foi conhecido por muitas décadas por apresentar baixa produtividade no trabalho comparando com outros Países.

Segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, de 1981 a 2018, a renda per capita do País cresceu 0,9%, enquanto a produtividade avançou apenas 0,4%.


Essa produtividade é tão baixa que um trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano faz em 15 minutos; um alemão ou coreano, em 20 minutos”, afirmam estudos da FEA-RP da USP.


Já ouvimos muito a respeito da produtividade do brasileiro mas e a liderança? Quais são os aspectos da liderança que aumentam ou reduzem exponencialmente a produtividade e resultados de uma equipe?


2020 foi, certamente, o ano mais diferente que já vivemos enquanto humanidade: novos hábitos, novos medos e novos métodos encontrados para se obter resultados pessoais e profissionais.


As empresas também estão se reinventando: trabalho remoto, flexibilidade de horário, gestão "comando & controle" por água abaixo e uma única certeza: inspirar as pessoas a aumentar produtividade, superando seus objetivos, será cada vez mais desafiador em um mercado tão V.U.C.A.*


E se fosse possível alcançar esses resultados com uma nova forma de gestão: a liderança humanizada.


Os resultados são otimistas. Uma pesquisa** revela que empresas humanizadas agradam mais a clientes e colaboradores: há uma satisfação 240% superior por parte dos clientes, e níveis 225% maiores de bem-estar entre os colaboradores. Em um período de 4 a 16 anos, elas alcançam mais que o dobro de rentabilidade financeira em comparação à média das 500 maiores empresas do País.


A metodologia Hera, por exemplo, sedimenta a liderança humanizada através de 4 grandes pilares:


Humanização


Engajamento


Resultados


Aspirações


Instrumentalizando líderes, empresas e gestão de recursos humanos, a metodologia promete multiplicar resultados em até 6 meses de capacitação completa.


Independentemente do método, vale a reflexão:


Liderança humanizada multiplica resultados?




Bianca Machado


Especialista em liderança humanizada e protagonismo de carreira. Idealizadora da Metodologia Hera, Projeto Adote uma Carreira & Canal Praticando a Teoria.


Há 22 anos liderando times multidisciplinares ininterruptamente; dedica os últimos 12 anos para a área de Recursos Human


os, transformando trabalhos em propósitos.


Instagram: @bia_praticandoateoria

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/biancamachadorh/


*V.U.C.A: Traduzido do inglês-VUCA é um acrônimo - usado pela primeira vez em 1987, com base nas teorias de liderança de Warren Bennis e Burt Nanus - para descrever ou refletir sobre a volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade do ambiente corporativo.


**Fonte: Jornal da USP.

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Você pode pensar que vou começar esse texto contando o que a pandemia, e seus desafios, me ensinaram! Sim, esse texto é sobre a pandemia, mas especialmente sobre maternidade. Esse ano de 2020


é um ano realmente desafiador para mim, porque com a chegada do Corona ao Brasil no início de março, chegou também meu segundo filho, Bruno. Junto com a alegria do nascimento de um bebê, chegaram tantas incertezas e medos, que jamais imaginei.


Quem já teve um recém nascido em casa, ou conviveu com algum, sabe que os primeiros meses são de muita alegria e descobrimento, mas são especialmente de adaptação (amamentação especialmente) e noites em claro... e eu que achava que sabia “quase” tudo de maternidade (por já ter vivido essa experiência), me vi reaprendendo muita coisa. E é aí o que aprendi com a pandemia, e o que quero dividir com vocês.


Primeira lição que aprendi é que quando nasce um segundo filho, o amor não se divide, realmente ele se multiplica. Mas o trabalho também, especialmente quando o primeiro ainda é parcialmente dependente de você para ir ao banheiro e comer, por exemplo. Porém, a maior das lições não é sobre trabalho, é sobre amor. Aprendi com a pandemia que tudo se ajeita, mesmo que as vezes pareça que não, rsrsrs. Aprendi e aprendo diariamente a ser resiliente, que a maior habilidade em tempos difíceis é a capacidade de se flexibilizar e de adaptar (isso vale para na nossa vida pessoal ou profissional)


Eu sou aquilo que escolho me tornar, aprendi a aceitar a nova realidade de mãe de dois, professora (com o homescholling), dona de casa (cozinhar, lavar, passar, etc), esposa, e tantas outras facetas que eu, e muitas outras mulheres estamos vivendo. Mas, se você se identificou com tudo isso, saiba que a roupa pode esperar para ser lavada ou passada, que se seu filho não assistiu a aula como você gostaria, ele terá novas oportunidades para aprender, mas o amor, esse sim, não pode esperar! O amor que digo é o carinho, brincar, se doar, estar presente, esse foi para mim o papel que a pandemia mais evidenciou.


Dos múltiplos papéis da maternidade, com a pandemia descobri uma nova força interna que trouxe maturidade para resignar valores e sentimentos. Descobri que a gente pode se reinventar a cada momento ou situação, usando o amor como a maior ferramenta.


Como já dizia Mário Quintana, “tão bom morrer de amor e continuar vivendo”. É hoje eu vivo cada dia mais intensamente. E você, qual a principal lição que a pandemia te ensinou?


Eu aprendi muito mais, mas isso é assunto para um próximo texto! Até lá!


Sonaira Zanella Polimeno, cofundadora MUST e mãe do Guilherme, 4 anos, e do Bruno, 6 meses.



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